Teoria do Futebol

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Devemos abdicar do contra-ataque?

Desde que me conheço que dei conta que o ser humano é levado pela moda do momento. Há sempre meia-dúzia que criam, e milhões que copiam. Não seja por isso que temos o exemplo do FC Barcelona com uma imensa posse de bola, e algum tempo depois vemos dezenas de equipas a praticar posse de bola. Nada de errado nisso, afinal, se queremos ver a nossa equipa jogar como os melhores, então é o estilo deles que precisamos aprender a jogar.

Porém, copiar um estilo sem o ter percebido primeiro, provavelmente não trará os resultados mais esperados. Se eu montar um estilo só com posse de bola, sem ter jogadores capazes de criar situações de finalização, tudo o que acontecerá é que a equipa apenas irá circular a bola na maior parte do tempo sem produzir os resultados desejados. Não importa copiar um estilo. Importa compreendê-lo, e retirar o que nos for mais favorável para o nosso. 


Não me importa tudo o que José Mourinho disse recentemente. Apenas me importa isto: "O contra-ataque é algo fantástico do futebol, uma mais-valia que temos, e quando o nosso adversário está frágil temos aí uma ótima oportunidade para marcar. ", por José Mourinho. 

Ao proteger a baliza como um princípio operacional, o adversário tende a ficar com o espaço fechado na maior parte do tempo. Isto quer dizer que precisamos construir situações que nos sejam favoráveis para a finalização, pensar o jogo, construir o jogo. Mas, como não passámos 100% do tempo com bola, e como o adversário também quer ganhar, vai tentar atacar a nossa baliza. Acontece que, ao atacar, praticamente todas as equipas assumem riscos, uma vez que precisam chegar mais perto da baliza adversária e consequentemente deixam espaço livre atrás. Nesse momento, estará mais desorganizado, e teremos mais espaço para explorar o espaço que deixou livre.



Será que vale a pena, nesse momento, deixar que o adversário transite para a sua organização defensiva, o que vai obrigar a nossa equipa a construir todo um jogo? Será que a qualidade do jogador vale só por construir jogo curto, segurar a bola, fazer uma tabela, mas não vale pela sua inteligência, quando levanta a cabeça e decide se constrói jogo curto, ou se passa a bola/arranca para o contra-ataque?


Decidir não é só escolher que passe fazer, por muito que vários treinadores sejam apaixonados pela posse de bola. Decidir é levantar a cabeça, ver o que está longe, o que está próximo, o que pede o jogo e tomar uma decisão. Se eu tiver a bola no pé, espaço para progredir e a equipa precisa marcar um golo, então eu devo progredir. O meu colega, assim me deve acompanhar. Se a equipa está cansada e precisa descansar, mesmo que eu possa progredir, sabendo que poucos resultados poderei ter, então posso esperar um pouco, segurar a bola com a minha equipa e atacar depois. Não me importa ter a bola sem ter o domínio da maior parte das ações do jogo conforme seja possível. Não me importa ter 60% de posse de bola, se as ações ofensivas da minha equipa são um desastre e a organização defensiva um desastre é também. 


Assim, abdicar do contra-ataque, nunca. Jogar sempre em contra-ataque, nunca. (Obviamente que não podemos esperar pelo adversário, como que a entregar o controlo do jogo ao mesmo). Contra-atacar quando necessário e se for possível, sim, sempre.

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campayn