Teoria do Futebol

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os processos e toda a organização tatica do futebol!

Inteligência e treino

Quando muitos ainda acreditam que o jogo se faz de fintas de outro mundo, de que os pontas de lança só servem para fazer golos e que o futebol é meramente físico, poucos já perceberam que o futebol é praticado por pessoas e não por robots. Se assim o é, naturalmente acontecerá o erro, a imprevisibilidade acerca os acontecimentos do jogo e que o gosto pelo jogo faz o jogador evoluir.

Quando muitos ainda acreditam que o jogo se faz de fintas de outro mundo, de que os pontas de lança só servem para fazer golos e que o futebol é meramente físico, poucos já perceberam que o futebol é praticado por pessoas e não por robots. Se assim o é, naturalmente acontecerá o erro, a imprevisibilidade acerca os acontecimentos do jogo e que o gosto pelo jogo faz o jogador evoluir.

No entanto, vivemos numa sociedade agarrada a uma “matrix social”, onde a sociedade nos impede de sair da casca. Somos constantemente condicionados a viver sempre o mesmo. Muitos leitores ainda não se aperceberam que não basta ouvir o que dizem os comentadores, não basta ter jogado futebol, não basta discutir futebol nem não basta discutir clubites para se perceber de futebol. Que o Ronaldo é mais alto que o Messi já nós sabemos, mas isso não o faz mais jogador por exemplo. Ou então, todos os jogadores grandes são melhores jogadores?


E que tal pararmos para pensar um pouco. Se existem tantos jogadores, capazes de fintar, de passar a bola, de driblar, de cruzar, de cabecear, e muitas outras ações, porque uns tem mais sucesso que outros? O que leva o “Joaquim” a ter muito mais sucesso no jogo que o “Paulo”? Se o Joaquim tiver a caligrafia tão bonita como o Paulo, mas se o Paulo tem muita mais inteligência para escrever, certamente que terá muito mais sucesso que o Joaquim. No futebol, aquele que sabe quando fintar, quando passar a bola ou quando cruzar, terá mais sucesso do que aquele que apenas finta, cruza ou passa.

No futebol, como em tudo, a inteligência das ações define parte do sucesso das mesmas. Saber o que escrever é tão importante como saber escrever. Saber fintar é tão importante como saber quando fintar. Ao treinador, cabe a responsabilidade de ensinar aos jogadores como fintar (se eles ainda não sabem, tal como nas camadas jovens) e quando fintar (a criar situações onde o contexto pede para fintar ou não fintar, ajudando o jogador a decidir qual a opção a seguir).

No treino, os jogadores precisam de algo que os estimule, tanto na aprendizagem como no gosto pelo mesmo. Quando um jogador aprende algo, existe uma emoção associada, onde o jogador sente que está a ganhar e a ficar mais forte. Toda gente gosta de sentir isso e emoções são sempre mais fortes que a razão. Se um jogador sentir que está a evoluir, ele não sentirá uma razão para evoluir. A própria razão é a emoção que o jogador precisa sentir. Porque estou a fazer isto? O que vou ganhar com isto? São perguntas que os jogadores fazem, ainda que não as digam.


Ao criar uma organização coletiva, no desenvolver cada um dos jogadores, o jogador sente-se estimulado. O treino deve ser trabalhado dessa forma, ao estimular o jogador para que este evolua. É a natureza humana e deve ser explorada como tal quando se pretende caminho do sucesso. Correr em volta do campo não ensina nada acerca o jogo. Fintar cones com miúdos de 10 anos também não ensina nada acerca o jogo aos miúdos. Jogar o jogo, experimentar diferentes soluções, aprender a distinguir cada uma das soluções, tudo isso é o treino que pedimos, em função da natureza humana.

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