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Processo defensivo e ofensivo

O manual de bolso das fases do jogo

A organização tática é um tema ligado aos treinadores de futebol, uma vez que engloba vários subtemas, como momentos de jogo, ações técnico-táticas, princípios e métodos de jogo e ainda o tema tratado neste artigo, as fases do jogo. Muitos treinadores servem-se das fases de jogo para auxiliar nas análises de adversários e da competição, a fim de escolher o melhor modelo de jogo para a sua equipa. Formas de atacar, formas de defender e formas de trabalhar a bola são objetivos fundamentais para a análise do jogo.

Se por um lado, os momentos de jogo são mais conhecidos, são trabalhados de forma geral e organizam o modelo de jogo em partes diferentes, de fácil leitura e visualização, por outro lado, as fases do jogo dos processos de jogo no futebol são mais específicas e complementam a leitura de jogo, como por exemplo numa análise do adversário. Existem seis fases do jogo, divididas em fases defensivas e fases ofensivas. Orientar o treino a partir das fases do jogo é uma excelente opção, incluindo exercícios específicos das fases do jogo, sobre os quais já lançamos um manual com 72 exercícios para as fases do jogo.

Existe uma pequena relação entre as fases ofensivas e as fases defensivas que, no mínimo, é curiosa: após todo o trabalho de levar a bola até à baliza, a fase que identifica a finalização é a fase I. Ao mesmo tempo, a fase que identifica o impedimento da finalização, é também a fase I.

Fase I ofensiva ou finalização

A finalização é a fase mais curta das três fases ofensivas, mas quando acontece numa partida, significa que a equipa na posse de bola já passou pelas outras duas fases ofensivas e conseguiu levar a bola até à baliza. Existem quatro tipos de finalização: remates de longe, remates em frente à baliza, remates em ângulo apertado e cabeceamento. Todos os tipos de finalização dependem da forma como a equipa construiu ações durante a fase II, uma vez que, se uma equipa não constrói ações ofensivas de qualidade, não terá oportunidades para rematar à baliza. Anteriormente, já escrevemos um artigo sobre a finalização ou fase I ofensiva, que explica, com mais detalhe, como funciona esta fase ofensiva.

Fase II ofensiva ou construção das ações ofensivas

Esta fase demora mais tempo que a fase I mas, para muitos treinadores, é considerada a mais importante, uma vez que serve como elo de ligação entre meio campo e baliza adversária. Existem quatro métodos de criar situações de finalização, onde cada método tem as suas vantagens e as suas desvantagens: passa para o pé, passe nas costas da defesa, cruzamento curto e cruzamento longo. A maior parte dos métodos de finalização dependem quase sempre do mesmo método de criação, uma vez que um método de criação não forma uma situação diferente e ao acaso. Por exemplo, se uma equipa cria uma oportunidade de finalização através dum passe para as costas da defesa, será nas costas da defesa que o atacante tentará rematar à baliza, e não num cabeceamento vindo dum dos flancos, porque não foi dos flancos que a bola veio. Para o treinador, é importante associar a forma como a equipa constrói situações de finalização à forma como a equipa finaliza. Ainda antes do lançamento de mais um livro da nossa comunidade, escrevemos um artigo explicativo da construção de situações de finalização ou fase II ofensiva

Fase III ofensiva ou saída de jogo

A saída de jogo não é nem mais nem menos importante que as restantes fases ofensivas, mas sim, tão importante como as mesmas. O jogo de futebol tem vários momentos, entre os quais a transição ofensiva. Durante este momento de jogo, a equipa realiza imensas movimentações, estuda o posicionamento adversário e escolhe o caminho por onde deve progredir a bola. Isto é, a equipa analisa o caminho por onde deve levar a bola até à baliza e forma bases para atacar em segurança. Existem imensas formas de efetuar a saída de jogo, entre as quais enumerámos seis saídas de jogo diferentes, com as respetivas vantagens e desvantagens.

A Fase III defensiva ou equilíbrio defensivo

A fase III defensiva é uma fase muito longa e exigente, e a qualidade com que uma equipa a realiza, muitas vezes indica se a equipa sofrerá golo ou não. Muitas equipas deixam o adversário jogar livremente durante esta fase, uma vez que concentram a pressão em zonas baixas do terreno, para então recuperar a bola e contra-atacar, já que o adversário deixou imenso espaço livre. Outras equipas preferem pressionar muito durante a fase III, impedindo que o adversário se aproxime da baliza. Existem muitos métodos que podem ser realizados durante a fase III defensiva, mas nós já descrevemos alguns desses métodos no nosso blogue.

A fase II defensiva ou recuperação defensiva

As equipas que adotam o contra-ataque, geralmente são muito fortes durante a fase II, uma vez que é neste momento quando recuperam a bola com mais espaços livre para contra-atacar. Mas todas as equipas, incluindo estas, pretendem passar o menor tempo possível nesta fase, uma vez que significa que o adversário está perto da baliza, e a qualquer momento pode criar situações de finalização eficazes. Já descrevemos vantagens e desvantagens de alguns dos métodos defensivos da recuperação defensiva, que é uma fase bastante crítica do processo defensivo.

A fase I defensiva ou defesa propriamente dita

Esta é a fase menos desejada por qualquer equipa e por qualquer treinador. Quando uma equipa entra na fase I defensiva, significa que o adversário está realmente muito próximo da baliza a defender, e que apenas numa questão de míseros segundos, pode conseguir chegar ao golo. Seja o modelo de jogo ofensivo ou defensivo, o ideal para qualquer modelo de jogo é impedir que a equipa entre na fase I defensiva, que significa que a equipa dominou o adversário. Mesmo assim, quando a equipa assume um risco tão grande como a fase I defensiva, ainda nada está perdido e existem várias soluções a tomar.

As fases do jogo são um excelente complemento para a leitura de jogo, como são também um excelente complemento para a organização do treino. Sendo assim, o segundo livro lançado pela comunidade Teoria do Futebol está organizado em 72 exercícios específicos para as fases do jogo.

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